Há 100 anos, uma expedição liderada pelo inglês Howard Carter revelou em suas escavações alguns degraus de uma construção no Vale dos Reis, Egito. Os degraus conduziam a uma porta com selos reais, indicando se tratar do túmulo de um faraó. Os selos estavam intactos, atestando que ninguém adentrara o local nos últimos 3 mil anos. Mesmo Carter, experiente egiptólogo, ficou maravilhado com o que encontrou no interior daquele sarcófago: o jovem faraó mumificado Tutancâmon, com sua magnífica máscara funerária de ouro, acompanhado, durante tantos milênios, por belos e opulentos artefatos ornamentais. A tumba havia sido selada para impedir a entrada de meros mortais – os egípcios não pouparam esforços na criação de objetos que nunca deveriam ser vistos por outras pessoas.
A tumba esplendorosa fazia parte de um elaborado ritual, destinado à transcendênciada morte. Guardando a entrada de uma sala de tesouros, havia uma estátua, de tons dourados e negros, representando Anúbis – deus do submundo, com cabeça de chacal –, cujo papel é descrito no Livro dos Mortos.* Um pergaminho desse livro era frequentemente colocado no sarcófago do faraó. Seria tentador pensar nesse livro como obra religiosa, mas sua função estava muito mais próxima de um guia de viagem, contendo instruções para navegar pela traiçoeira passagem do submundo e alcançar uma vida feliz após a morte. Em um dos desafios finais, Anúbis compararia o coração do falecido com o peso de uma pena. Se o coração fosse mais pesado, seria prova de impureza e a pessoa estaria condenada a um destino horrível. Mas se o coração estivesse puro, seu destino seria uma terra belíssima, repleta de comida, bebida, sexo e todos os outros prazeres da vida.
Os egípcios não eram os únicos a acreditarem na transcendência da morte para a vida eterna. Embora outras culturas humanas não tenham construído monumentos tão elaborados para sua realeza como os egípcios, todas tinham crenças e rituais em torno da morte.
É muito interessante pensar sobre como nós, humanos, nos tornamos conscientes de nossa mortalidade. O fato de sabermos que vamos morrer é, de certa forma, uma contingência da evolução do cérebro na direção da autoconsciência. Provavelmente, tal processo exigiu o desenvolvimento de um certo nível de cognição, da capacidade de generalizar e, ainda, da linguagem, para que fosse possível transmitir essa ideia. Muitas formas de vida inferiores e mesmo algumas um pouco mais complexas, como as plantas, não percebem a morte. É algo que simplesmente acontece. Animais e outros seres sensitivos podem, de maneira instintiva, temer o perigo e a morte. Chegam a reconhecer quando um dos seus morre, e alguns até lamentam as perdas. Mas não há evidências de que os animais tenham consciência da própria mortalidade. Não me refiro a ser morto por um ato de violência, acidente ou doença evitável. Refiro-me, na verdade, à inevitabilidade da morte.
Em algum momento, nós, humanos, percebemos que a vida é como um banquete eterno, ao qual nos juntamos ao nascermos. Enquanto desfrutamos desse festim, percebemos outros que chegam e partem. Finalmente, chega a nossa vez de partir, mesmo que a festa ainda esteja bastante animada. Tememos sair sozinhos para a noite gélida. A consciência da morte é tão assustadora que vivemos grande parte de nossas existências em negação. E quando alguém morre, recusamos reconhecer isso, apelando para eufemismos como “passagem” ou “partida”, que sugerem a morte não como final, mas como uma transição para algo além.
Para ajudar os seres humanos a enfrentarem a consciência da própria mortalidade, todas as culturas desenvolveram uma combinação de crenças e estratégias direcionadas à recusa em reconhecer o término representado pela morte. O filósofo Stephen Cave argumenta que a busca pela imortalidade teria impulsionado a civilização humana por séculos. Ele classifica nossas estratégias de enfrentamento em quatro planos. O primeiro, ou plano A, é bastante simples: viver para sempre ou o máximo possível. Se isso falhar, o plano B seria renascer fisicamente após a morte. Depois, temos o plano C – mesmo que a decomposição do corpo impossibilite a ressurreição, nossa essência persistiria, como uma alma imortal. E, finalmente, o plano D, que seria viver através do nosso legado, seja ele composto por obras, monumentos ou descendentes biológicos.
A humanidade sempre incorporou o plano A de forma geral, mas as culturas diferem na dimensão da necessidade em recorrer aos outros planos. Na Índia, onde cresci, hindus e budistas abraçam com prazer o plano C, a ideia de que cada pessoa tem uma alma imortal que vive após a morte, reencarnando em um corpo completamente novo – até mesmo de uma espécie completamente diferente. As religiões abraâmicas – judaísmo, cristianismo e islamismo – adotam tanto os planos B quanto C. Acreditam em uma alma imortal, mas também na ideia de que ressuscitaremos corporalmente da morte e seremos julgados em algum momento futuro. Talvez seja esse o motivo de, tradicionalmente, tais religiões insistirem no enterramento do corpo intacto, impedindo a cremação.
Certas culturas, como os antigos egípcios, apostaram em todas as quatro estratégias. Em tumbas grandiosas, mumificaram os corpos dos faraós para poderem ressuscitar corporalmente em uma vida após a morte. Mas também acreditavam em uma alma, denominada Ba, que representaria a essência individual passível de sobrevivência diante da morte. O primeiro imperador da China unificada, Qin Shi Huang, adotou uma abordagem igualmente multifacetada para a imortalidade. Ele escapou de muitos atentados e conquistou outros estados por meio da guerra; assim, tendo consolidado seu poder, voltou a atenção para a busca do elixir da vida eterna. Encarregou emissários de seguir no encalço dessa substância, atrás até mesmo dos rumores mais tênues. Correndo o risco de serem executados se não tivessem sucesso na busca, muitos desses emissários sensatamente fugiram e nunca mais foram vistos. Em uma combinação extrema dos planos B e D, Qin também ordenou a construção em Xian de um mausoléu para si do tamanho de uma cidade, empregando 700 mil homens nessa edificação. Seu mausoléu continha um exército de 7 mil guerreiros e seus cavalos em terracota – todos destinados a guardar o imperador falecido até que ele pudesse renascer. Qin morreu aos 49 anos, em 210 a.C. Ironicamente, talvez essa morte tenha ocorrido por conta da ingestão de elixires tóxicos – substâncias que deveriam prolongar sua vida, mas que, no fim, encurtaram-na.
Nossas formas de lidar com a morte começaram a mudar com a chegada do iluminismo e da ciência moderna no século XVIII. O crescimento da racionalidade e do ceticismo passou a significar que, embora muitos de nós ainda estejamos apegados a certas formas dos planos B e C, no fundo, temos muito menos certeza de que tais alternativas são reais. Nosso foco mudou para encontrar maneiras de permanecer vivos e preservar algum tipo de legado após a morte.
Trata-se de uma faceta curiosa da psicologia humana: mesmo que aceitemos a possibilidade de desaparecermos, sentimos forte necessidade de sermos recordados. Hoje, em vez de construir túmulos e monumentos, donos de grandes riquezas dedicam-se à filantropia, financiando edifícios e fundações que sobreviverão a eles. Ao longo da história, escritores, artistas, músicos e cientistas procuraram a imortalidade por meio de suas obras. Contudo, viver por meio de um legado não é uma perspectiva inteiramente satisfatória.
Mas não se desespere caso não seja um monarca poderoso, um bilionário ou um Einstein. A outra forma de deixar um legado e ser lembrado está acessível a quase todos os seres vivos – viver através da nossa descendência. O desejo de procriar para que uma parte de nós continue a viver é um dos instintos biológicos mais poderosos em nossa evolução; algo tão central à vida que falaremos mais sobre isso adiante. No entanto, embora amemos nossos filhos e netos, e desejemos que vivam muito tempo após nossa partida –, sabemos que são seres singulares, têm sua própria consciência. Eles não são nós.

Mesmo assim, a maioria de nós não vive em constante angústia existencial sobre nossa mortalidade. Ao contrário, nossos cérebros parecem ter desenvolvido, na evolução, um mecanismo de proteção quando pensamos na morte – ela surge como algo que acontece aos outros, não a nós mesmos. A separação daqueles que morrem reforça essa ilusão. Ao contrário do passado, quando éramos confrontados com a morte de pessoas que estavam ao nosso redor, na atualidade a morte frequentemente ocorre em lares de idosos e hospitais, de forma isolada do restante da população. O resultado disso: a maioria, especialmente os jovens, vive o dia a dia como se fosse imortal. Trabalhamos arduamente, dedicamo-nos a hobbies, perseguimos objetivos a longo prazo – distrações úteis para evitar preocupações a respeito da morte. No entanto, por mais que empreguemos todas essas táticas, não é possível escapar completamente à consciência da nossa mortalidade.
E isso nos leva de volta ao plano A. A única estratégia que todos os seres perceptivos têm em comum, há milhões de anos, é simplesmente tentar permanecer vivos o maior tempo possível. Desde muito jovens, evitamos instintivamente acidentes, predadores, inimigos e doenças. Ao longo de milênios, esse desejo universal fez com que buscássemos proteção de ataques, formando comunidades e fortificações, desenvolvendo armas e mantendo exércitos; mas também levou à busca por elixires e curas. Por fim, tal impulso resultou no desenvolvimento da Medicina e da cirurgia modernas.
Por séculos, nossa expectativa de vida sofreu poucas alterações. Mas, nos últimos 150 anos, ela foi duplicada – principalmente porque entendemos melhor as causas das doenças e sua transmissão, além dos avanços na saúde pública. Tal progresso permitiu realizar enormes passos na ampliação de nossa expectativa de vida, sobretudo graças à redução da mortalidade infantil. Mas prolongar a longevidade ao máximo – mesmo nas melhores circunstâncias – tornou-se um problema muito mais difícil. Nossa vida útil seria fixa ou haveria a possibilidade de desacelerar (ou quem sabe, até abolir) o envelhecimento à medida que compreendemos melhor nossa própria biologia?
Uma revolução na Biologia, iniciada com a descoberta dos genes há mais de 100 anos, levou-nos a uma encruzilhada. Pela primeira vez, pesquisas recentes sobre as causas fundamentais do envelhecimento começam a apontar não só a possibilidade de melhorar a saúde na velhice, mas também estender a longevidade humana. A demografia vem se empenhando em identificar as causas do envelhecimento, bem como em encontrar meios de atenuar seus efeitos. Grande parte do mundo enfrenta o aumento da população idosa, e manter essas pessoas saudáveis pelo maior tempo possível tornou-se uma questão social urgente. Resultado: após um longo período como área científica marginal, a pesquisa a respeito do envelhecimento – ou Gerontologia – decolou.
Só nos últimos dez anos foram publicados mais de 300 mil artigos científicos abordando o envelhecimento. Mais de 700 empresas startup investiram, em conjunto, dezenas de bilhões de dólares para enfrentar o envelhecimento – e isso sem contar as grandes e estabelecidas empresas farmacêuticas, que possuem seus próprios programas.
Esse imenso esforço levanta várias questões. Será possível, no final, enganar a doença e a morte e viver durante muito mais tempo do que a expectativa de vida atual? De fato, alguns cientistas defendem essa possibilidade… E os bilionários da Califórnia, que prezam seu estilo de vida e não desejam que a festa acabe, estão mais do que dispostos a financiar essa busca.
Os mercadores da imortalidade dos dias de hoje – pesquisadores cujas propostas visam a um prolongamento indefinido da vida e bilionários que os financiam – são uma versão moderna dos profetas antigos, que prometiam uma vida longa, bem livre do paralisante medo diante do envelhecimento e da morte. Quem teria acesso a tal existência? Uma pequena fração da população que pudesse pagar? Qual seria a ética no sentido de tratamento ou modificação de seres humanos, quando se objetiva atingir tal meta? E, caso isso se torne amplamente disponível, que tipo de sociedade teríamos? Caminharíamos como sonâmbulos para esse futuro, sem levar em consideração as possíveis consequências sociais, econômicas e políticas em um cenário no qual seres humanos poderiam viver muito além dos padrões atuais de expectativa de vida? Diante dos avanços recentes e do enorme investimento disponível para a pesquisa sobre o envelhecimento, devemos nos perguntar para onde essa pesquisa está nos levando e o que ela revela sobre os limites do ser humano.
A pandemia de coronavírus que atingiu o mundo no final de 2019 foi um lembrete claro de que a natureza não se importa com nossos planos. A vida na Terra é governada pela evolução; dessa forma, somos mais uma vez lembrados de que os vírus estiveram aqui muito antes dos humanos, são altamente adaptáveis e estarão aqui muito após nosso desaparecimento. Não seria prepotência imaginar poder enganar a morte, usando ciência e tecnologia? Se for prepotência, quais então deveriam ser os nossos objetivos?
Passei a maior parte de minha longa carreira estudando como as proteínas são produzidas nas células que compõem o nosso corpo. O problema é tão central que afeta praticamente todos os aspectos da biologia; nas últimas décadas, descobrimos que grande parte do envelhecimento depende de como nosso corpo regula a produção e destruição das proteínas. Mas quando iniciei minha carreira, não fazia ideia de que tudo que fiz estaria ligado à questão de por que envelhecemos e morremos.
Embora fascinado pela explosão da pesquisa sobre o envelhecimento, que levou a avanços reais em nossa compreensão, também testemunhei, com crescente apreensão, o surgimento de grande quantidade de engodos associados a tais investigações que deram margem à existência do marketing de medicamentos duvidosos, com pouca ligação com a ciência. A despeito disso, esses produtos prosperaram continuamente, capitalizando o medo natural do envelhecimento, da incapacitação e da morte.
Da mesma forma, esse medo natural é a razão pela qual envelhecer e enfrentar a morte tornou-se tema de inúmeros livros, que podem ser divididos em categorias. Há livros que fornecem conselhos práticos sobre como envelhecer de forma saudável; alguns são sensatos, mas outros, beiram o charlatanismo. Depois, temos livros que abordam maneiras de enfrentar a mortalidade e aceitar o fim dignamente. Trata-se de uma categoria com propósitos tanto filosóficos quanto morais. E há livros que fornecem reflexões aprofundadas a respeito da biologia do envelhecimento. Estes também caem em variadas categorias. São escritos por jornalistas ou por cientistas, com interesses pessoais consideráveis materializados em suas próprias empresas de startup antienvelhecimento. Este livro não se encaixa em nenhuma dessas categorias.
Considerando o avanço veloz perceptível nesse campo, além da enorme quantidade de dinheiro público e privado investido nele e o exagero resultante, achei que esse era o momento apropriado para alguém como eu, que trabalha em Biologia Molecular, mas sem qualquer interesse direto no assunto, realizar uma análise rigorosa e objetiva da compreensão atual do envelhecimento e da morte. Como tenho contato pessoal com muitas das principais personalidades dessa área, pude ter numerosas conversas francas, obtendo uma compreensão honesta e aprofundada de como tais pesquisadores percebem a investigação a respeito do envelhecimento em seus múltiplos aspectos. Deliberadamente, evitei falar com os cientistas que já expressaram claramente suas posições em seus próprios livros, especialmente quando estão também ligados a empreendimentos comerciais que tenham o envelhecimento como foco, mas discuti suas opiniões ostensivamente divulgadas.
Dado o ritmo das descobertas, um livro que abordasse apenas a investigação mais recente sobre envelhecimento estaria desatualizado mesmo antes de ser publicado. Além disso, descobertas mais recentes em qualquer área da ciência, muitas vezes, não resistem às análises posteriores e precisam ser revistas ou descartadas. Por isso, tentei concentrar-me em alguns dos princípios essenciais que estão por trás das abordagens mais promissoras no manejo e compreensão do envelhecimento. Assim, tais princípios não só devem resistir ao teste do tempo, como também auxiliar na percepção de como chegamos ao estágio atual de conhecimento. Forneço, da mesma forma, contexto histórico para algumas das pesquisas básicas, responsáveis pela compreensão contemporânea desse tema. É fascinante, e também importante, perceber quanto daquilo que sabemos teve início com cientistas que se dedicavam a um problema fundamental em biologia, completamente distinto.
Disse que não tenho interesses diretos no assunto – mas, claro, todos nós temos. Como enfrentaremos o fim da vida constitui preocupação comum – nem tanto durante nossa juventude, quando nos sentimos imortais, mas mais ao atingir uma idade como a minha, 71 anos; é quando constatamos que só conseguimos realizar com alguma dificuldade – em determinados casos, já não se consegue – certas atividades que executávamos facilmente apenas 10 ou 20 anos antes. Por vezes, parece que a vida é como estar confinado a uma parte cada vez menor de uma casa, conforme as portas dos quartos que gostaríamos de explorar se fecham lentamente com a idade. É natural perguntar quais são as perspectivas oferecidas pela ciência para abrir tais portas novamente.
Como o envelhecimento está ligado a inúmeros processos biológicos, este livro pode ser visto, também, como uma espécie de passeio por boa parte da Biologia Molecular contemporânea. Ou seja, trata-se de uma viagem pelos principais avanços que possibilitaram nossa compreensão atual dos motivos pelos quais envelhecemos e morremos. Pelo caminho, exploraremos o programa de vida governado pelos nossos genes, como ele é desestabilizado à medida que envelhecemos. Veremos as consequências dessas instabilidades para nossas células, tecidos e, em última análise, para nós mesmos enquanto seres individuais. Examinaremos a fascinante questão de por que – embora todas as criaturas vivas estejam sujeitas às mesmas leis da biologia – algumas espécies vivem muito mais do que outras, mesmo que estejam intimamente relacionadas, e o que isso pode significar para nós, humanos. Faremos uma análise imparcial dos esforços mais recentes para a ampliação da expectativa de vida e veremos se eles realmente entregam o que prometem. Também questionarei algumas ideias muito difundidas, como a que apregoa que é na velhice que produzimos nossos melhores trabalhos. Espero, igualmente, explorar uma questão ética crucial, subjacente à investigação antienvelhecimento: mesmo que possamos, devemos mesmo?
O primeiro passo da nossa jornada é refletir sobre o que exatamente é a morte e as muitas formas pelas quais ela pode se manifestar, além de explorar a questão fundamental de por que morremos.
* N.T.: Trata-se de uma antiga coletânea de textos (notadamente feitiços mágicos) destinada a auxiliar na jornada de uma pessoa morta através do Duat, ou submundo na visão religiosa do Antigo Egito, e na vida após a morte. Foi o egiptólogo alemão Karl Richard Lepsius (1810-1884) quem introduziu para esses textos o nome alemão Todtenbuch (em grafia moderna, Totenbuch), ou seja, “Livro dos Mortos”.

Venki Ramakrishnan é biólogo molecular, com formação em Biologia pela Universidade da Califórnia e doutorado em Física pela Universidade de Ohio, ambas nos Estados Unidos. Recebeu o Prêmio Nobel de Química de 2009 por suas descobertas sobre a estrutura do ribossomo, além de ter sido contemplado com diversos outros prêmios internacionais ao longo de sua carreira. Dirige um laboratório de Biologia Molecular em Cambridge, no Reino Unido. De 2015 a 2020, foi presidente da Royal Society em Londres.

