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Formação de palavras: pé | Dad Squarisi
Xô, dúvida!

Formação de palavras: pé | Dad Squarisi

Abrimos o jornal, lá está a campanha eleitoral. Ligamos a tevê, a história se repete. Na internet, o assunto se mantém. Mensagens e posts defendem este ou aquele candidato. É o samba de uma nota só. Ufa! Que tal uma virada pra ventilar a cabeça? O blogue aderiu à vontade de mudança. Decidiu brincar com as palavras.

O português tem vocábulos pra dar, vender e emprestar. Eles conversam, combinam, brigam, fofocam. Flexíveis como cintura de político, interpretam papéis variados com a desenvoltura de quem anda pra frente. No fim das contas, ampliam as possibilidades de comunicação e abrem as portas para que façamos delas gatos e sapatos. É o caso de .

Significados enlouquecem

 tem só duas letrinhas. Mas ajuda muito a língua. Com ela, formamos palavras e um montão de expressões. Muitas aparecem nas festas juninas.

Pé de moleque é uma. Já imaginou festa de São João sem o docinho gostoso? Nem pensar! Ele tem um jeito arteiro. O amendoim parece o pé de um menino que não para quieto.

Quem não para quieto adora dançar. Quem dança arrasta os pés. Pode ser na quadrilha, no forró ou no baile chique. Por isso o movimento animado se chama arrasta-pé.

E o foguinho que persegue o pé da gente? É o busca-pé. Que medo! O danado é tão rápido que parece avião. Ninguém pode com ele. Por isso, alguns o chamam de diabinho-maluco.

Para escapar, só há um jeito — dar no pé. Garoto teimoso fica. Bate o pé e espera o ataque. Se sentir medo, sobe num pé de árvore. Espera o perigo passar. E, pé ante pé, põe o pé no mundo.

Fonte: Blog da Dad


Dad Squarisi transita com desenvoltura pelo universo da língua. É editora de Opinião do Correio Braziliense, comentarista da TV Brasília, blogueira, articulista e escritora. Assina as colunas Dicas de Português e Diquinhas de Português, publicadas por jornais de norte a sul do país; Com Todas as Letras, na revista Agitação, e Língua Afiada, na Revista do Ministério Público de Pernambuco. Formada em Letras, com especialização em Linguística e mestrado em Teoria da Literatura, concentra o interesse, sobretudo, na redação profissional – o jeitinho de dizer de cada especialidade, cada grupo, cada mídia. Mas é tudo português. A experiência como professora do Instituto Rio Branco, consultora legislativa do Senado Federal e jornalista do Correio Braziliense iluminou o caminho dos livros Dicas da Dad – Português com humor, Mais dicas da Dad – Português com humor, A arte de escrever bem, Escrever melhor (com Arlete Salvador), Redação para concursos e vestibulares (com Célia Curto), Como escrever na internet, 1001 dicas de português – manual descomplicado, Sete pecados da língua, publicados pela Contexto, além de Superdicas de ortografia, Manual de redação e estilo para mídias convergentes, dos Diários Associados, e de livros infantis – de mitologia e fábulas.