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Coronel Moreira César: o cortador de cabeças

Coronel Moreira César: o cortador de cabeças

Coronel Moreira César: o cortador de cabeças da República velha. Ele esteve presente em diversos momentos marcantes para a história do Brasil, participando ativamente ao lado do exército brasileiro.

Coronel Moreira César: o cortador de cabeças
O Coronel Moreira César – Wikimedia Commons

Antônio Moreira César foi um militar brasileiro nascido em 1850, entrando para as forças armadas desde cedo e atingindo então o posto de Coronel na arma da infantaria.

Ele esteve presente em diversos momentos marcantes para a história do Brasil, participando ativamente ao lado do exército brasileiro na Revolta da Armada (1893-1895) e na Guerra de Canudos (1896-1897), onde acaba falecendo.

O seu primeiro destaque na carreira militar acontece quando ainda tinha 33 anos de idade, em 1883, sendo o responsável pelo assassinato de Apulcro de Castro, redator do jornal “Corsário”.

Sendo encurralado por um grupo de militares no centro do Rio de Janeiro, Moreira César o atinge com uma faca nas costas até a sua morte.

“Ajuste de contas”
Sua atuação como Coronel cresce principalmente a partir do governo de Floriano Peixoto, quando o próprio presidente o convoca para promover, segundo a definição do historiador Oswaldo Rodrigues Cabral, um “ajuste de contas” em Santa Catarina, em perseguição aos rebeldes que lutavam no movimento da Revolução Federalista contra o governo de Floriano.

A partir disso ele entra para o grupo paramilitar liderado por Gumercindo Saraiva, que fomenta uma vingança contra os militares da marinha que organizam a Revolta da Armada, assim como também de seus simpatizantes.

Entre as práticas contra os federalistas, uma das mais comuns era a decapitação dos seus prisioneiros, cuja o Moreira César era referência, recebendo então o apelido de “corta-cabeças” e “terra-treme”. Além disso, ele ficou conhecido entre os colegas como “frio e calculista”, dado a sua falta de empatia que tinha com os seus inimigos e familiares deles.

O grupo da qual ele fazia parte foi responsáveis pela execução de centenas de pessoas, sendo que muitas delas não passaram por nenhum julgamento ou investigação antes de serem penalizadas com a morte.

No final, a Revolta da Armada foi combatida e o movimento federalista acabou sendo neutralizado após o presidente Floriano Peixoto renunciar ao cargo.

O encontro com a morte em Canudos
Após o movimento religioso liderado por Antônio Conselheiro, que reuniu milhares de pessoas numa missão de ocupar o Arraial de Canudos, no sertão da Bahia, criando uma comunidade autosustentável e independente do governo republicano, várias campanhas militares foram enviadas ao local em uma tentativa de dar fim à atividade e influência do grupo, que ameaçava a ordem vigente do país.

Após duas expedições militares fracassarem contra os seguidores de Conselheiro, o presidente interino do Brasil, na época Manuel Vitorino, que estava no lugar de Prudente de Morais, nomeou o CoronelMoreira César para chefiar a próxima campanha.

O militar então partiu para a Bahia, chegando em Canudos no dia 2 de março, liderando uma tropa de mil e trezentos homens, e equipados com seis canhões Krupp, além de médicos, engenheiros militares, e um comboio que trazia as munições de guerra. 

Na manhã do dia seguinte, ele declara um ataque imediato ao arraial. O combate foi difícil para ambos os lados, mas devido a pouca munição o exército foi obrigado a recuar, diante dos tiroteios intensos que recebiam dos inimigos.

Assim como as anteriores, a expedição de Moreira César não foi o bastante para combater os rebeldes de Canudos. A história nos conta que depois de quase cinco horas de luta, o coronel foi atingido no ventre, causando um grave ferimento que lhe tiraria a vida.

Fonte: Portal Aventuras na História